Momento
Postado por:
Davi Sant´anna em
20 de dezembro de 2008
Na categoria: Crônicas
Momento!
Pedaço do tempo que guardamos na memória
Tijolinhos de nossa historia desde o nosso nascimento
Friozinho na barriga!! Que é o exato momento entre parar e dar o próximo passo
Há o momento fotográfico, onde nos reunimos estaticamente fazendo poses e caras de contente estampando um sorriso largo.
Há o momento de reflexões, é quando paramos no tempo e pensamos… Pensamos… Pensamos…
No momento cabe:
Sorriso,
Alegria,
Tristeza.
Compaixão,
Um abraço,
Um silêncio,
Saudade…..saudade…… Que é cada pedacinho que falta pra preencher um momento que não volta!
Mas há o momento mágico, algo capaz de enganar o tempo e se tornar eterno!!!
Poeta fingidor e a Janela do Mundo
Postado por:
Davi Sant´anna em
20 de dezembro de 2008
Na categoria: Crônicas
Não seja um poeta fingidor
Que escreve sem sentir
Momentos sem saber
Não viva numa utopia
Levando a vida a sério de mais
Não se preocupe com a maldade alheia
E nem tente mudar o que esta ao seu redor
Faça isto a si mesmo e o mundo mudará aos seus olhos
Não exija e nem faça promessa
Não seja um poeta fingidor
Um alquimista das palavras,
Um palhaço sem circo,
Num sorriso estampado em boca banguela
Expondo pra ti a verdadeira janela do Mundo!!
Atenção ao Sábado - Clarice Lispector
Postado por:
Davi Sant´anna em
14 de dezembro de 2008
Na categoria: Diversos
Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
Domingo de manhã também é a rosa da semana.
Não é propriamente rosa que eu quero dizer.
Clarice Lispector
extraído do livro Para não Esquecer, Editora Siciliano - São Paulo, 1992














