Portinari no Museu de Arte de São Paulo – MASP

Postado por: Elaine Gomes  em 4 de janeiro de 2009
Na categoria: Destaque

A Justiça de Salomão, 1943 – Série Bíblicas

A Justiça de Salomão, 1943 – Série Bíblicas

Portinasso é assim que estão sendo carinhosamente chamadas as séries de pinturas de Portinari influenciadas por Pablo Picasso, expostas no Museu de Arte de São Paulo – MASP. Um dos destaques é olhar de Portinari para alguns trabalhos de Picasso que impressionaram o pintor, relevante presença em sua visita ao Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma) em 1939. Ver Guernica (hoje no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madri), estimulou de certa maneira a forma em sua pintura, ou será melhor dizer, a deformação em sua pintura. O cubismo de Picasso que apresentado em Guernica que retrata os terrores da Guerra Civil Espanhola e leva o nome de umas das suas mais notáveis representações. Portinari cria algo tão comovente em 1940 em suas duas séries: Bíblica e Retirantes. O curador Teixeira Coelho chama atenção para a grande influência cubista nas obras de Portinari que estão sendo mostradas. Além do cubismo, do impacto, a indignação pela desordem humana, que moveu Picasso em seus trabalhos e a Portinari em suas pinturas. Contemplar o belo é também refletir por alguns minutos a sociedade em que vivemos!

Serviços:

Museu de Arte de São Paulo, de terça a domingo das 11h ás 18h, R$ 15,00, as terças-feiras a entrada é franca. De 02/01 á 15/02/09.

Guia Prático da Nova Ortografia da Língua Portuguesa

Postado por: Redação DOC de Bolso  em 30 de dezembro de 2008
Na categoria: Destaque

Enquanto a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa não publicam seu vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, A Editora melhoramentos disponibilizou gratuitamente o Guia Prático da Nova Ortografia. Esse manual também está disponível em formato de bolso . Esta obra foi lançada em agosto de 2008, contendo informações sobre o que muda na ortografia da Língua Portuguese com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico. A obra visa a suprir a demanda de esclarecimentos inexistentes no texto oficial do Acordo Ortográfico e informa detalhes sobre as mudanças nas regras de acentuação, uso do hífen etc.

Para fazer o download do Guia Prático da Nova Ortografia em formato PDF, visite o website da Editora Melhoramentos ou clique aqui.

O BrOffice.org saiu na frente, e em breve terá sua interface gráfica seguindo o Acordo Ortográfico. Seu corretor ortográfico, o Vero, já tem versões adaptadas à nova ortografia. Por enquanto não há atualizações para o pacote Office da Microsoft

Sonata de Outono

Postado por: Elton Almeida  em 21 de dezembro de 2008
Na categoria: Destaque

Filme de 1978 é uma obra-prima e síntese das principais características do cinema de Ingmar Bergman

Depois de ser uma mãe negligente por anos, a famosa pianista Charlotte (Ingrid Bergman, famosa por protagonizar Casablanca) visita sua introvertida filha Eva (Liv Ullman) em sua casa, onde descobre que Helena, outra filha sua, mentalmente deficiente, também lá mora. Aos poucos a tensão entre Charlotte e Eva vai crescendo e ambas terão que reviver traumas e “fantasmas” do passado ainda mal resolvidos entre elas.. É em torno desse conflito emocional e psicológico entre mãe e filha, que Bergman constrói seu filme.

As principais características que consagraram o cineasta sueco estão presentes: há a forte e intensa análise psicológica das personagens, explorando e desvendando suas emoções, seus sentimentos, seus traumas, dramas, personalidades e atitudes; vê-se também o foco justamente nas personagens e em suas relações em detrenimento da trama; os preciosos diálogos, sempre carregados de profundidade e complexidade, muitas vezes cheios de simbologia e função subjetiva; o ritmo adequado imprimido por Bergman, em que cada cena tem a duração e intensidade ideal e cujo encadeamento de cenas é eficiente e colabora para dar o tom do filme; a já tradicional grande direção de atores de Bergman que, aliada ao bom elenco, garante desempenhos memoráveis nas interpretações; a beleza estética na composição das imagens e a presença da doença e da predominância do elemento feminino.

A carga dramática é grande, a maior parte do filme compreende o conflito de diálogos entre Eva e sua mãe, em que as duas se voltam para os fatos do passado. Eva, bem como sua irmã Helena, foi extremamente marcada pela mãe ausente, vaidosa, mais preocupada com sua carreira de pianista do que com a família. Por outro lado, Charlotte não se achava confortável em sua posição familiar, sentia-se presa, amava sua carreira e tinha o íntimo desejo de correr atrás daquilo que gostava em busca de sua satisfação e felicidade. Ora, a postura que garantiria felicidade para a família geraria infelicidade para a mãe e a postura que garantia felicidade para a mãe gerava infelicidade familiar. Bergman acerta aqui de forma decisiva ao não tomar parte de ninguém: apresenta os dois lados de forma igual, neutra, explorando de forma compreensiva as duas posições. Assim, cabe ao espectador também compreender as personagens e, se assim achar, tomar partido de alguém. No entando, analisando cuidadosamente, todas são vistas como humanas e, como tais, compreensíveis, até mesmo Charlotte, por mais que seus atos tenham sido e ainda sejam egoístas e individualistas, ela apenas buscava aquilo que todo ser humano almeja: a felicidade e fugir daquilo que causa a angústia e o sofrimento.

Em suma, Sonata de Outono é um exemplo do virtuosismo cinematográfico de Ingmar Bergman, um filme cheio de emoção e senso humano, do qual é impossível sair indiferente. Obra-prima em linguagem cinematográfica, construção dramática e análise psicológica.

COTAÇÃO: *****

Sonata de Outono

(Höstsonaten)

Suécia, 1978

De Ingmar Bergman

Com Liv Ullman, Ingrid Bergman, Lena Nyman

99 min

Drama

Próxima Página »