O Livro do Amor Demais
dezembro 13, 2008 by Elaine Gomes
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Ele estava ali, entrando sem pedir licença, apenas observando. Mas o olhar já é de alguém que sabe que veio para ficar. Como contemplar a mais linda das paisagens, deixando dentro do corpo uma imensa onda de calor e felicidade, sem maiores explicações. O sorriso é inevitável, a vontade de cantar todas as melodias, de sair dançando pelo céu azul – ora, parecer viver em outro planeta, um lugar único! Ao mesmo tempo, que a paz é instaurada, os riscos do imprevisível, da falta de controle, de que tudo pode acontecer a qualquer e em qualquer momento - instigante! Quando ele é presente os lábios ficam vermelhos, feitos carmim, os cabelos brilhantes, sabores diferentes, as cores – feito arco-íris! A vida parece ser singular e ao mesmo tempo curta demais, para tantos feitos. À tarde chuvosa, o orvalho da manhã, a praia ensolarada, o vento do leste, vão recebendo, acomodando: O Amor!
Amor e Revolução
dezembro 2, 2008 by Redação DOC de Bolso
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Um homem. Um mês de espera angústia e solidão regadas à vodka e culpa. Espera a mulher que sumiu já faz um mês. Dois anos de convívio, de namoro, de amor, de pequenas mentiras sem importância.
Ela chega. Ela e a verdade. Ela descobriu toda a verdade. Ele nunca foi fiel, transou com todas as suas amigas. Ela viveu dois anos amando, namorando, desculpando todos os pequenos deslizes que ele cometeu, desculpando sua falta de ambição, sua mediocridade. Discutem.
Ele se sente apunhalado. Não perdoa e mata. Num momento de loucura mata a mulher que esperou durante um mês. A mulher que amava e traiu tanto. Esperava que ela o perdoasse mais uma vez, mas aquela verdade jogada na cara como um soco o faz ficar cego e a mata. Durante alguns segundos ele vê sua vida como um filme e entre suas lembranças Maiakovski. Poeta russo. Amor e revolução. O poeta preferido dela! Melhor morrer de vodka do que de tédio. Ela uma mulher traída, maltratada, humilhada, ou uma mulher determinada, gostosa, vingativa. Uma mulher entre tantas que ele conviveu. Tantas mulheres em uma só.
O macho mentiroso, folgado e opressor encostado na parede preso as mentiras da sua vida, do seu passado, dos seus relacionamentos. O trabalho opressor, a vidinha sem sentido, comer, trabalhar, dormir, acordar.
O ser aprisionado no seu apartamento, nas suas lembranças, na sua verdade. O ser humano tem que enfrentar as instabilidades do cotidiano. Desenvolver-se intelectualmente, emocionalmente, profissionalmente, e a roda continua. Amanhã acordar, comer, trabalhar, dormir.
O ser humano oprimido por suas próprias atitudes e percepções. As máscaras sociais, o marido, a mulher, a mãe, a prostituta, o intelectual, o opressor e o oprimido. Como se libertar de roda viva que tira o sentido de viver. Como fazer a revolução se somos um exército de um homem só.
Revolução através da leitura, do conhecimento, da arte. Técnica e sensibilidade para desenvolver-se como ser humano integrado nesse mundo, querendo o melhor para ele e para a sociedade em que se vive. Vontade de crescer, de ler, de estudar, de conhecer, de ver. Ser curioso. Respeitar a vida e amar as pessoas, acreditar que podemos mudar o mundo, transformando-o num mundo mais digno para todos, para que os homens sejam mais justos, mais conscientes, mais tolerantes, mais carinhosos e verdadeiros consigo mesmos. Amar e educar as crianças de hoje. Ensina-las a ver o mundo com olhos limpos de preconceitos e medos. Elas farão o mundo de amanhã com o que deixarmos a elas, hoje.
http://wandamaceno.blog.uol.com.br
Wanderley Damaceno é diretor do espetáculo “A Queima Roupa”, texto de Miguel Hernandez, com Rita Brafer e Rogério Nagai. Dias 07 e 14/12, as 18h30 no Studio 184, Praça Roosevelt.
Para Lis, no espelho.
novembro 25, 2008 by Davi de Sant Anna
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No romance de Romeu e Julieta e atribuído ao legado Shakespeariano, o amor renunciado representa a própria morte, uma morte metáforica que vai alem da existência física e muito alem do que nosso espírito possa alcançar.
Quem já abriu mão de um grande amor, sabe a compreensão dessas palavras, é um esvaziar do espírito, um esmaecer da retina ocular, talvez seja esse o legado de Romeu e Julieta fazendo essa saga perpetuar no imaginário humano.
Quem acompanha os noticiários deve ter visto o lamento do piloto brasileiro Rubens Barrichelo dizendo que ama correr, e pilotar é sua vida e quer muito continuar no esporte. Mas Rubinho não pode esquecer que ele abriu mão de sua paixão ao assinar uma clausula em seu contrato que o impedisse de vencer em favorecimento aoseu companheiro de equipe, e tornando-se algo mediano, um fantasma de sua própria sombra e diante de uma nação que ama automobilismo!
Lute por seu amor, mesmo que aos olhos dos outros seja apenas um ato piegas e ultrapassado, seja um romântico a moda antiga, acredite vale muito a pena a conquista de uma vida!














